Apure o ouvido… é Deep Purple

July 21st, 2010 by Bruno No comments »

Deep PurpleTan, tan, tan… tan, tan tadan… tan, tan, tan… tan, tan. Não sei se deu pra entender, mas o riff de introdução da música Smoke on the water é bem assim. Bem, talvez não bem assim, mas é por aí…

Este riff pegou todo mundo de calças na mão. Você escutava e já queria saber o que era. Era Deep Purple, amigão. Um riff simples até demais. Mas muito poderoso.

Aí, só restava correr pra loja de discos e ver se tinha. o album  Machine head, no qual estava Smoke on the water, entre outras.

Do outro lado… ah, sim, deixe-me explicar para quem não viveu aquela época. Não existia CD, internet, pendrive, nada disso. Escutávamos as músicas gravadas num baita discão de vinil, em vitrolas. Ou em fitas magnéticas, tipo cassete ou rôlo. Depois falo mais disso.

Então, chegando à loja de discos, dava era vontade de chorar. Não só tinha aquele disco, como muitos e muitos outros. Da mesma banda. De outras bandas. Oh, boy! E cadê a grana pra comprar? O trem era caro. Cada vez que chegava com um bolachão destes em casa, a mãe mandava-lhe um sermão. É meu… vida dura. Tinha que trampar e ajudar em casa.

Quando dava certo, mal chegava, lá ia o disco de vinil para a vitrola. No último volume, que era pros vizinhos ouvirem e saberem: “o cara comprou um disco novo…”.

O riff de Smoke onthe water

Abaixo, o video da música em seu original, que ilustra com fidelidade (o áudio) o riff a que me “rifferi” no começo. Se não for “tan tan tan” é  “té té té…”. Escute e se deleite. Repare no arranjo da introdução. Como faz você esperar o que vem depois, cada instrumento entrando depois do outro.

Mais sobre Deep Purple

A banda começou em 1968 (eita!!!), mas ainda está nas paradas (mais eita!!!). Os caras não desistem. E com certeza tem milhares de fãs ainda hoje.

Para não ficar batendo em porta aberta, veja no Território da Música muito mais sobre o Deep Purple.

Um menino, um rádio e… Beatles!

July 21st, 2010 by Bruno 1 comment »

Imagine (não a música, o verbo) um garoto, com uns 9 anos, no ano de 1966. Pobre, só pra constar. Assistir televisão só na casa da tia ou do vizinho. Quando a mãe deixava. Solução? Escutar rádio. Quando tinha. É, a coisa era meio zoada.

Mas quem gosta de música, gosta desde cedo, não tem jeito. O garoto acima (eu) gostava. E quando podia, colocava naquela estação AM, que mal e mal pegava, pra escutar não o Nelson Gonçalves (com o respeito que o mesmo merece).

Colocava na rádio que tocava The Beatles. Aquilo é que era legal, brother.

“It’s been a hard days night..” – os caras mandavam e eu (o garoto) imitava:

“Is binarrá deis nai…” – e um abraço pro gaiteiro.

Não demorou muito, eu já sabia os nomes dos caboclos. John, Paul, George e Ringo. Rapaz, era uma festa. A molecada que se ligava em música não falava de outros cantores ou bandas. Beatles era o que ligava.

Eu petitico daquele jeito, sabia quase todas as músicas de cor. Num inglês macarrônico, é claro. Mas sabia.

Quando começou a onda de filmes dos caras, não teve jeito. A mãe e o pai diziam que não, que não tinha dinheiro, mas a gente sempre deu um jeito. Ver os caras naquela tela enorme… tá doido, sô!  Não dava pra perder.

De repente, a má notícia

Final de 1969, começo de 1970, por aí. Alguém – não me lembro quem – me disse que os Beatles não existiam mais, que a banda havia acabado.

Eu tinha apenas doze anos e não conseguia compreender direito o que aquilo significava. Devo ter achado que era uma brincadeira, algo assim.

Mas um dia, fui à casa de um primo, cujo irmão era mais velho, já na casa dos dezessete anos, e tinha só todos os discos (longplays, sim senhor) dos Beatles. E ele explicou pra gente o que tinha acontecido, que tinham brigado, etc.

Naquele momento, para mim, não era uma simples banda que havia terminado (bem, chamar os Beatles de simples é meio difícil…). Parecia mais importante que isso. Me soava como uma coisa que não deveria acontecer.

Eu perguntava a quem pudesse o motivo daquilo, porque teve que acontecer. Creio que riam de mim, é claro. Todos tinham mais o que fazer do que ficar chorando pelos Beatles (apesar de muitos terem chorado).

Mas os anos setentas começaram, caminharam e logo outras bandas vieram para preencher aquele vazio. E como preencheram!

Bandas como Deep Purple, Led Zeppelin, e outras vieram e mudaram um bocado o cenário. Mas isso é assunto para depois.

O fato é que os Beatles abriram as portas. Não. Eles literalmente escancararam as portas para que outras bandas viessem. Plantaram uma semente única, que deu frutos diversos, diferentes.

Se você escuta hoje as músicas da banda, sem conhecer, parece uma coisa meio ingênua. mas aquelas mesmas músicas foram praticamente o protótipo do que seria o rock a partir dali.

Para mim, o estrondoso sucesso “The Beatles” tem um nome: simplicidade. Eles conseguiram, sem os incontáveis recursos tecnológicos que temos hoje, ganhar o coração de – digamos assim – gregos e troianos.

Uns e outros podiam dizer que não gostavam, mas tinham que admitir que havia algo ali. Eu vou um pouco mais longe: havia e ainda há.

Conheça a obra dos Beatles

Não me cabe aqui reescrever a história dos Beatles. Quem sou eu… mas você pode saber muito mais no excelente site The Beatles.com.br. Os homens por ali fazem um trabalho de primeira.