Acordes de violão
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Quais acordes você deve aprender primeiro?

acorde simples D

Para quem está começando a tocar violão, eu acredito que a profusão de acordes pode criar uma certa confusão. Veja agora quais acordes eu considero que sejam mais importantes para se aprender no início.

Acordes “abertos”

Os acordes abertos são aqueles que não utilizam todas as cordas. Geralmente os primeiros que se aprende, por serem mais fáceis de se fazer. São velhos conhecidos de todos os que aprendem violão popular. Veja alguns abaixo:

Estes são apenas exemplos, para que você se lembre ou aprenda porque os acordes são chamados “abertos”. Acontece que para formar um acorde natural são necessárias 3 notas. Por isso não precisamos usar todas as cordas para fazer um acorde.

É possível tocar qualquer música com acordes abertos?

Bem, é possível tocar várias músicas. Mas nem todas. A verdade é que é possível fazer qualquer acorde sem utilizar pestana. Porém, existem acordes que se tornam um bocado incômodos – digamos assim – para serem feitos sem pestana. Ou seja, em algum momento é preciso acostumar a usar a pestana.

Mas vamos ao que você quer saber…

Quais acordes aprender primeiro? 

Sempre pense em grupos de acordes e não acordes isolados. Por que? Porque os acordes que formam a harmonia de uma música, sempre pertencem a um campo harmônico de uma determinada tonalidade. Calma que eu explico…

Por exemplo… Se uma música está na tonalidade A (lá maior), você dificilmente encontrará nela um acorde C. Ou Cm. Mas sim, encontrará: A, Bm, C#m, D, E, F#m e G#º, porque estes são os acordes da tonalidade A (sem contar os acordes com alterações, etc…).

Portanto, veja aí… é muito interessante aprender os acordes A, D e E, certo? Eles aparecem constantemente nas músicas tocadas na tonalidade A.

Alguns grupos de acordes essenciais

Veja a seguir alguns grupos de acordes que ajudarão você a tocar muitas músicas:

  1. A, D, E (Tonalidade A)
  2. D, G, A (Tonalidade D)
  3. G, C, D (Tonalidade G)
  4. C, F, G (Tonalidade C)

Agora vamos adicionar alguns acordes menores a estes mesmos grupos:

  1. A, D, E, F#m, Bm, C#m (Tonalidade A)
  2. D, G, A, Bm, Em, F#m  (Tonalidade D)
  3. G, C, D, Em, Am, Bm (Tonalidade G)
  4. C, F, G, Am, Dm, Em (Tonalidade C)

Eu sei… aí você pega uma música no site de cifras… ai, ai, ai… tudo diferente. Por exemplo:

Tem lá uma música com os acordes: F, A#, C, Dm, Gm, Am… tonalidade F. Mas se fosse na tonalidade D? Então teria os acordes: D, G, A, Bm, Em, F#m.

Ou seja… faça o transporte de tonalidade e cairá nos acordes que você treinou.

O que estou dizendo aqui, são alternativas para que você consiga tocar mais músicas. Porém, o transporte de tonalidade às vezes ajuda e às vezes atrapalha. Porque é importante adequar a tonalidade à sua voz ou à voz da outra pessoa que está cantando.

Neste caso, experimente. Um pouco acima, um pouco abaixo. Nas 4 tonalidades que passei, muitas vezes você consegue manejar o problema. Veja só…

Digamos que a tonalidade original de uma música é E (mi maior). O mais próximo seria D (ré maior), que está aí na lista, certo? E que é um tom apenas abaixo de E. Você experimenta… fica muito baixo. Sua próxima alternativa para uma tonalidade mais alta (dentro da minha lista de 4 tonalidades) seria o G. Porque você vai “subindo”: D, E, F… G.

Se ficar muito alto em G e muito baixo em D… você está com um problema. Veja como resolver…

Usando o capotraste (leia este artigo e saberá mais sobre capotraste). Arrrá!

Se você tocar em D, com o capotraste na casa 2, terá E. Se colocar o capotraste na casa 3 e tocar em D, terá F.

Conclusão

Com uns poucos acordes… você toca muitas músicas. É claro que é preciso estudar. Não pense que irá aprender tudo num instante. Mas o tempo que você dedicar ao estudo será compensado mais tarde na hora de tocar.

 

 

 

 

 

 

 

 

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