Acordes de violão
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Qual a parte mais difícil de aprender no violão?

Acordes de violão - treinar

Cada um tem as suas dificuldades, é claro. Para alguns é fácil pegar um ritmo. Para outros não. E assim por diante. Nesta pesquisa feita em 12/2015, os participantes expressaram-se livremente, respondendo à pergunta:

“O que você acha que que poderia te ajudar muito a tocar violão melhor?”

Seguem abaixo os principais resultados. A você, que participou, meu muito obrigado.

Resultados da pesquisa

  • Ritmo – 27,9%
  • Escalas – 10,6%
  • Harmonia – 10%
  • Acordes – 9,4%
  • Dedilhado, solo – 8,3%
  • Tocar sem cifra – 5,5%
  • Vídeos – 5%
  • Mudança de acorde – 3,3%
  • Partitura – 3,3%
  • Tempo – 2,8%
  • Técnica – 2,8%
  • Improviso – 2,2%
  • Teoria – 1,6%
  • Outros (Oitavas, intervalos, cantar afinado, escolher violão, treino, modos gregos, dissonantes, compor)

ATENÇÃO: Lá no final do artigo, links para alguns tópicos, que já existem no site. 

Se levarmos em conta a quantidade de itens, podemos dizer que “ritmo” é uma dificuldade para muita gente.

Não posso entrar em detalhes aqui sobre cada tópico, mas existem algumas providências que você, se tiver problemas em qualquer destas (ou outras) áreas, pode tomar.

  • Tocar sem pensar – Calma lá, não se precipite. Já viu um guitarrista tocando ao vivo um solo simplesmente insano? Aqueles solos que mesmo um guitarrista profissional demora muito para aprender? Pois bem… Aí você vê o cara fazendo aquilo e ainda sorrindo, mexendo com a platéia, andando, pulando, falando, cantando… caraco! Chega a desanimar. Mas você sabe porque aquele cara faz isso? Porque ele não está pensando no solo. Ele não precisa mais pensar nas notas, em que parte do braço vai tocar, onde tem um slide, onde tem um bend, onde parar, onde tocar mais forte. Ele não está pensando no solo. Ele treinou tanto, que aquilo é automático.
    • O que isso diz a você eu não sei. No que se refere a mim, eu sei que é a mais pura verdade. Tudo o que eu faço no violão, se tiver que pensar, lembrar alguma coisa… lascou. Vai sair errado. Ou pelo menos “meia boca”.
    • Qual é a solução? Treinar. Mas treinar do jeito certo. Seja qual for o tópico, necessita treino. Muito treino. Um músico profissional precisa treinar mais de 3 horas por dia (muitos treinam 5, 6 horas ou mais). Como é que uma pessoa pode achar que vai tocar direito treinando meia hora por semana? Não dá…
  • Uma coisa de cada vez – Ler, tocar e cantar… Isso é a coisa mais comum para iniciantes e intermediários. Está lá a letra da música com as cifras. O caboclo vai lendo a letra (que ele não sabe), lendo os acordes (que também não sabe), tocando o ritmo (que ele também não sabe) e cantando (que… é… também não sabe).
    • Eu diria o seguinte… é pouco. Você dá conta, sim… inclua mais alguma coisa… mascar chiclete, afagar o gato com os pés, assistir TV. Não dá!! É muita coisa ao mesmo tempo. O cérebro dá um nó.
    • Solução? Aprender, treinar uma coisa de cada vez. Lembra do primeiro item? “Sem pensar”. Então… Você treina os acordes. Já sabe de cor os acordes? Aí treina o ritmo. Quando estiver tocando corrido, sem esforço, é hora de começar a cantar. Ah, sim… E tudo isso sem o gato por perto, TV desligada e a namorada lá na casa dela.

Ou seja… é fácil pensar que “aqueles caras são feras…” e que você não é. Os caras que são feras não treinam simplesmente. Eles vivem, respiram, comem música. Eles tocam dia e noite, que nem doidos. São capazes de ficar horas e horas aperfeiçoando um trecho de uma música. É… são feras mesmo. Feras da persistência. Feras da dedicação. Feras da paciência.

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Eu já sei…

Estas 3 palavrinhas são muito perigosas. Quando você acha que já sabe alguma coisa, qual é a tendência? Parar de estudar, de treinar, de aprender. Nem é preciso dizer qual é o resultado. Mas vou dizer assim mesmo: nem sequer estagnado, parado no mesmo nível você vai ficar. Você, quando diz “já sei”, acaba andando pra trás.

Mesmo aquilo que você realmente já sabe, precisa ser exercitado. Quantas vezes eu me peguei querendo fazer alguma coisa, tocar uma música que fazia tempo não tocava, e… cadê? Ritmo… capenga. Acordes “Comé que era mesmo?”. A letra só lembro da metade… E assim por diante.

Num DVD ao vivo de Leonardo, onde ele canta diversas músicas antigas, ele mesmo disse algo mais ou menos assim: “Antes de começar a ensaiar eu pensei que ia ser moleza… tudo música que já tinha cantado, gravado… me ferrei… tive que ensaiar tudinho do começo ao fim…”.

Se Leonardo precisa treinar… já sabe, né?

Erros comuns que você pode e deve evitar

  • Não tocar junto com a gravação original – Alguns sites de cifras até disponibilizam um vídeo da música ao lado da cifra. Ao invés de somente ler a cifra, toque junto com o som do vídeo. Melhor ainda é nem olhar o vídeo, par anão haver distração. Assim que acompanhar a música sem ler as cifras… você já estará mais bem preparado para tocar e cantar.
    • Além disso, quando você não ouve a gravação da música, acaba errando a divisão, tempo, ritmo. Ou seja… um desastre.
  • Decidir que “essa já tá boa” – Já conseguiu tocar uma vez completa? Pronto, hora de passar para a próxima. Sabe o que acontece? Você não aprendeu nada. Da próxima vez vai ter que começar de novo.
  • Isso já enjoei – Você está lá, treinando um ritmo, uns acordes… depois de dez minutos, começa a viajar. O negócio tá é muito chato. E parte pra outra coisa. Aquele solinho de meia dúzia de notas que você aprendeu e toca duzentas vezes por dia… é mais legal. Ou então uma nova música. Aquela que você ouviu no rádio… Ou pior ainda… larga o violão e vai jogar video-game. Ótima fórmula par anão aprender nada.
  • Treinar várias coisas de uma só vez – Eu já falei disso, mas é bom repetir. Você vai treinar. Dois minutos de ritmo, dois de acordes, dois de escalas. No final, não treinou nada.
  • Pular etapas – Você treina algo só porque cismou com aquilo. Sabe só meia dúzia de acordes e tá lá querendo aprender “Modos gregos”. O que você quer? Qual o seu objetivo? Um dia um aluno me disse que um amigo falou (isso é um perigo) o seguinte: “Se quiser mesmo virar fera, aprenda os modos gregos”. Aí que perguntei a ele: “Você já sabe as escalas maiores?”. Não… ele não sabia. Isso é mais ou menos como querer aprender a pilotar um carro de fórmula 1 antes de aprender a dirigir um fusca. Qual o seu objetivo? Como chegar ao objetivo?
    • Não pule etapas. É melhor tocar uma música simples bem tocada, do que se embananar todo com algo que você nem sabe pra que serve. Um músico profissional foi fazer uma gravação num estúdio. Ele mandou ver lá no violão, mas o produtor logo mandou parar. E disse a ele para não fazer aquele ritmo todo cheio de nuances e sim, um ritmo simples. Ele fez, e o resultado ficou ótimo. Pense nisso. Nem sempre aquilo que é complicado é melhor.
  • Isso eu não gosto – Essa é de matar. Em toda atividade sempre há uma parte que a gente não gosta. Ficar meia hora treinando um ritmo, por exemplo. Tocar os mesmos acordes inúmeras vezes. Afinar o violão (Imperdoável).
    • Não tem jeito… há males que são necessários. Se algo é necessário, faça um esforço.
  • Insistir demais – Eu já reparei em mim mesmo… O negócio não está dando certo, mas você continua insistindo. A música não sai de jeito nenhum. Já tem duas horas treinando e aquele maldito ritmo… Pare com isso. Não force a barra. Tentou, tentou e não está saindo? Deixe para depois. Isso é o contrário do tópico “Essa já tá boa”. No primeiro caso você desiste antes da hora. Neste aqui, você jamais desiste. e acaba criando um bloqueio. Cansou de treinar e não consegue seguir em frente? Dê um tempo. Deixe para o dia seguinte. Você vai ver que de repente consegue enxergar o que está errado. E aí a coisa vai.
  • Impaciência – Isso eu conheço muito bem. Sou impaciente. Quero que as coisas aconteçam rapidamente, na hora. Aliás, agora já estou um pouco melhor. Agora eu quero que saiam no menor tempo possível. Mais razoável, certo? Tudo tem seu tempo. Se você também é impaciente, adote a minha nova postura. “O menor tempo possível”. Assim você não tenta destruir a sua personalidade (ser impaciente não é tão ruim… melhor que ser conformado). Você continua impaciente, mas aceita a realidade.
  • Indisciplina – Sábado… dia de balada. O dia inteiro nas mensagens, combinando as paradas para logo mais à noite. “Caramba…tinha que treinar violão… ah, deixa pra depois”. Aí, domingão. Você acorda às 2 da tarde, com gosto de guarda chuva na boca. O estômago está só a capa da gaita e você não vai conseguir mesmo comer nada naquele momento. “Ah, sim… vou aproveitar e treinar violão…”. Sério? Todo estragado, com dor de cabeça… vai treinar. Falou…
    • Disciplina. Sem isso, você não vai a lugar algum. Não é preciso algo “militar” também. Mas estabelecer dias e horários para treinar, e seguir seu programa, é indispensável.
  • Abraçar o mundo com as pernas – Você quer aprender de tudo. Samba, pagode, MPB, sertanejo, rock, balada, rumba, tango, harmonia (funcional ainda por cima), solos, dedilhados, todas as escalas (ihhhh…)… e mais o que pintar pela frente. Esta é a melhor forma de não aprender nada.

Tempo! Chega, né? Eu poderia esticar isso aí muito mais. Porém, acho que já deu pra entender. O fundamento da coisa é: quanto menos erros você cometer, maior é a chance de atingir sua meta.

Voltando à pesquisa…

Enfim… a minha pequena pesquisa servirá de orientação para complementar o conteúdo do site, vídeos, etc. Porém… tudo leva tempo. Fique de olho nas novidades do site. E se ainda não se inscreveu em meu informativo via email, faça isso agora e sempre ficará por dentro.

Harmonia
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