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Aula de violão grátis com Chaves…

Chaves

Aprender violão é fácil. Um bom violão, um bom professor e… você. Ou Chaves. Ou Quico.

Se você acha que ainda não tem intimidade suficiente com o violão, espere até ver este video. Se é que ainda não viu. Mas agora você pode olhar com novos olhos.

Isto é o verdadeiro retrato do que alguns professores passam. Não acredita? Aqui está uma testemunha viva. Eu.

Dei aulas cerca de seis anos. A maioria dos alunos não tinha mais de doze anos. Nunca mais foi possível recuperar minha serenidade. O psicólogo disse que é irreversível. Os danos cerebrais não foram sufucientes para inutilizar-me, mas levei meses para distinguir novamente um violão de uma metralhadora.

Finalmente, alguns anos depois, encarei novamente a fera. O violão, quero dizer. Mas não pra dar aulas. Aula, só pela internet e olhe lá.

Foi triste, acredite. Os garotos faziam gato e sapato do professor. E os pais cobravam. “Que método você está usando? Meu filho não aprendeu nada!” – alguns diziam.

Minha vontade era dizer a verdade. Mas podia arrumar encrenca. E perder alunos. Fazer o quê? Eu precisava da grana. Além do que, não queria ser mal-educado.

Método… pois sim. Tinha caboclinho lá que dava vontade de usar o “método cascudo”. Sabe lá o que é você falar quinhentas vezes “É assim!”, e o cara-de-pau fazer errado de propósito?

E tome paciência. E a mamãe cobrando: “Quando é que o Zézinho vai tocar a primeira música?”.

- “NUNCA! (eu não disse isso, só tive vontade) Não vai aprender nada, o moleque é estragado, vagal, mal-educado, tapado, zurêta, atrapalhado, descordenado, zarôio, folgado, espaçoso, acéfalo (sem-cérebro),  mimado, mau-caráter, surdo, safado e…”

Mas ao invés de dizer tudo isso, só dizia algo como “…é que alguns demoram mais…”. Coisa assim.

Certo dia, estava eu no intervalo entre uma aula e outra, quando chegou a dona da escola. Olhou pra mim e disse: “Nossa, você está com uma cara… está doente?”.

E eu: ”Não… é que o próximo aluno é o Zézinho…”.

Mal acabei de falar, sinto um frio na espinha, dor de estômago e nó nas tripas ao ouvir a voz, atrás de mim:

- Oi, ‘psôr! 



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