
Dinâmica em música refere-se – de maneira popular – aos altos e baixos da mesma. Não confunda com volume.
Para entender, imagine uma música tocando em seu aparelho de som. Preste atenção – por exemplo – à voz do cantor. Ele não canta o tempo todo com a mesma intensidade, o mesmo volume. Há partes mais suaves, outras em que ele mantém uma média de volume e algumas em que ele entra mais forte, com mais volume.
A diferença entre estas partes é que se chama de dinâmica.
A dinâmica no violão
Com o violão não é diferente. A dinâmica ao se tocar violão, é determinada pela mão que faz o ritmo. Trocando em miúdos, ora você “fere” as cordas com maior intensidade, ora com suavidade. Em certas partes mantém a mesma intensidade.
Uma música sem dinâmica é muito desagradável aos ouvidos. A falta de dinâmica causa cansaço auditivo.
Da mesma maneira, o violão, tocado mecanicamente, sempre com a mesma intensidade, torna-se monótono, chato de ouvir, inexpressivo ou excessivo, cansando os ouvidos.
Por isso, quando tocar seu violão, preste atenção à música que está tocando. A música é que vai ditar a dinâmica.
Um bom exemplo é a diferença entre as estrofes e o refrão da música. Na maioria dos casos, toca-se mais suave nas estrofes e mais forte no refrão. Mas não é só isso. Quando a voz está presente, mais suave. Nos intervalos em que não há voz, maior presença do instrumento. E assim por diante.
Preste atenção às suas músicas de preferência e poderá comprovar claramente a dinâmica, não só no violão, como em todos os outros intrumentos.
Veja o video Dinamica do violão, em que gravei duas pequenas sequencias, mostrando o gráfico da gravação. Repare como o gráfico muda entre as partes mais baixas e mais altas. Aí está a dinâmica. Abaixo, o gráfico desta gravação (o mesmo do video, é claro).

Dinâmica vai diretamente contra o pensamento “quanto mais alto, melhor”. E também diferencia nós, seres humanos, das máquinas. Por mais que inventem instrumentos eletrônicos que “tocam sozinhos”, com mil e um recursos, jamais poderão igualar o sentimento que um músico coloca ao tocar seu instrumento.
Parte deste sentimento é – com certeza – a dinâmica. O ouvido escuta, o cérebro processa e a mão executa aquilo que o músico sentiu. O resultado = música bonita.
Não sei se só sou eu, mas uma das batidas “piores” (porque eu não consigo fazer) é a do samba, se for dedilhado então… Bruno você tem alguma dica?
Tenho uma dica, Verônica. A única possível. Treino. Pegue um samba bem simples, escute, escute e escute. Preste atenção na batida, na divisão. O compasso de sambá não é 4/4 como a maioria das músicas populares. É isso que dificulta. Saiba que não é só você que tem esta dificuldade. Um grande abraço.
Estou fazendo aulas de violão a 11 meses, não tenho muito tempo para praticar, toco algumas músicas decoradas e teoria sei muita coisa… Será que o que falta agora e treinar mesmo para que possa realizar as mudanças de acordes mais rápido?? Obrigado o site e bacana demais!!!
Olá Luciano. Para que você tenha uma idéia, aprender a tocar violão é: 10% aula e 90% treino. Portanto, você mesmo já matou a xarada. É preciso treinar muito. Mas não muito de uma só vez. Um pouco por dia. Experimente treinar quinze minutos por dia e no final de dois meses compare o que estará fazendo com o que faz agora. Um grande abraço.
bruno ja toco tem uns 3 anos e nesse tempo nao consegui adquirir ouvido e tenho dificuldade em solo. aprendi muito sobre teoria, como formaçao de acordes triades tetrades, e escalas diatonicas e pentas. mas ate agora nao consegui ter um bom ouvido. abraços
Olá Fabio. Se isto serve de consolo, saiba que você não está sozinho. Há muitas pessoas assim. Acontece que ouvido não é uma coisa que se aprenda, você nasce com ele. Ou seja, você não pode “aprender” a ter o ouvido apurado de um Djavan. Mas você pode educar seu ouvido, para minimizar o “problema”. A coisa é mais ou menos assim: Vá aprendendo a identificar, através da teoria que você já tem, sequencias de acordes, licks simples, solos, tonalidades. Faça isso com algumas músicas e verá que seu ouvido nem é tão ruim. Você sabe, por exemplo, identificar quando uma música sai de um acorde maior para seu relativo? Isto é perfeitamente possível de ser aprendido, mesmo sem ter um ouvido privilegiado. Um grande abraço.
gostei muito do site , ajudando ,muito pois
eu to começando agora !!
vlw abraço Bruno!!!
nota 10 o site!!!
Valeu, Bruno. Um grande abraço.