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Qual o melhor violão para você?

Acordes de violão

Martin Eric Clapton

Seja você um iniciante ou já avançado nesta praia de tocar violão, já deve ter passado por isto. O dilema na hora de decidir qual o melhor violão.

Afinal de contas, a grande maioria de nós precisa tomar muito cuidado para decidir, pois “money que é good nóis num have”.  A grana é curta. Um investimento errado embola o meio de campo.

Se considerarmos a relação custo-benefício, creio que podemos descartar de cara os famosos importados. Acabo de ver online, numa loja brasileira, um violão de R$ 26.000,00!  Ah, tá legal… é o Martin 000 do Eric Clapton, como o da foto no começo do artigo.

Se eu tivesse um violão destes, não deixava nem eu mesmo sequer encostar nele. Automaticamente perderia a graça.

Outra marca feroz é Taylor. Caro que só a bexiga da gôta serena! Mas não se engane. Estes dois monstros não têm só nome não senhor. São bons mesmo. Já toquei em alguns modelos da Martin e uns tantos da Taylor. Menino, aquilo é brincadeira. Mesmo os modelos mais baratos dão água na boca, coceira nos dedos e raiva de ser pobre.

Ok… hora de despertar. Vamos ao tangível, comprável. Não cabe aqui fazer propaganda de qualquer marca, nem sair dizendo que o melhor violão é o “sei-lá-qual”. Mesmo porque ninguém me pagou nada. Mesmo pagando, seria difícil transformar um violãozinho mequetrefe em campeão dos campeões.

Meu primeiro violão foi um que estava encostado lá em casa, nem lembro porque. Também não lembro a marca. Ainda bem, era uma verdadeira porcaria.

Acordes de violãoO segundo, acabei casando com o danado. Um DiGiorgio modelo folk. Acompanhou-me por mais de vinte anos. Atualmente encontra-se em poder de um sobrinho que insiste em reformá-lo. Pode não ser o melhor violão do Brasil, mas garanto que era um bom instrumento. Sonoridade muito boa. Durabilidade também. Olhe que eu judiei do coitado. Vejam o estado em que se encontra hoje (foi comprado em 1976) na foto ao lado.

Este modelo em particular, tem um braço bastante largo. Eu acostumei com aquilo, mas muita gente que tentava tocar com ele, sentia-se mal, tinha dificuldade, principalmente na hora das famigeradas pestanas.

 

Escolhendo o melhor violão para você

Há vários fatores envolvidos quando se trata de comprar seu violão. Vamos enumerar alguns:

  1. Bolso – Pode não ser o teu caso, mas se tiver um orçamento restrito, ou indo direto ao popular: se estiver duro de fazer dó, comece por aí. Defina o quanto pode gastar.
  2. Novo ou usado – Nem sempre o melhor violão é o novo. Se o dinheiro for curto, talvez seja mais negócio procurar um violão de boa qualidade usado, melhor do que um novo de marca duvidosa.
  3. Elétrico – É uma boa opção, porque dá mais versatilidade ao instrumento, eliminando o incoveniente de se usar um microfone para amplificar o som ou, pior ainda, aqueles captadores que se põe na boca do violão. A maioria deles tem “som de lata”, fica parecendo som de guitarra vagabunda.
  4. Modelo – Há diversos modelos de violões, cada qual com caracterísitcas diferentes. Veja o meu caso, acima. optei – sem querer, confesso – pelo modelo certo. O violão folk tem um som encorpado, cheio. Tem presença, e combinava com o tipo de música que eu fingia tocar (rock, balada).
  5. Cordas – Aço ou nylon? Decida-se antes, porque não é recomendável usar cordas de aço num violão que foi feito para cordas de nylon. Alguns modelos para nylon não têm tensor, e as cordas de aço exerceriam muita pressão no braço. Se você é mais rock, sertanejo, country, estilos assim, tome aço. MPB, clássico = nylon. Ah, sim… dedinhos sensíveis, cordas de nylon, rerere! É brincadeira, mas é sério também. Cordas de aço maltratam mais os dedos, pelo menos até você criar calos.
  6. Braço do violão – Preste atenção no braço do violão. Geralmente, violões com cordas de aço possuem os braços mais estreitos, ao estilo das guitarras. São mais fáceis de tocar, na minha opinião. Você não sofre tanto para fazer uma pestana, por exemplo. Entretanto, devido às cordas ficarem mais juntas umas das outras, há sempre o risco de se encostar o dedo em alguma corda adjacente, prejudicando o som do acorde. Ou seja, é preciso treinar para acostumar-se.
  7. Timbre – Seja qual for a sua opção, escute com muita atenção o som do violão. Timbre é o que faz a diferenção no resultado final, naquilo que se vai ouvir. É a assinatura do violão. É claro que num violão “furrenca” nem se pode falar nisso, mas mesmo assim, atenção ao som, à clareza das notas individuais e ao resultado com acordes.
  8. Afinação – Se todo o resto não for possível conseguir, que se consiga isto: um violão que afina e mantém a afinação. Este é o melhor violão, em muitos casos. Não há nada pior num instrumento que não se consegue afinar, ou que não segure a afinação por cinco minutos. Teste sempre isto, de preferência com um afinador eletrônico. Ou leve consigo o Djavan. Dizem que ele tem ouvido absoluto.
  9.  Defeitos – Novo ou usado, dê uma geral no violão. Verifique:
  • Tarraxas – veja se não estão soltas e se giram com facilidade.
  • Braço – verifique a junção com o corpo do violão, se não está empenado.
  • Trastes – certifique-se de que não estão muito gastos, soltos, machucados.
  • Pestana – pode estar gasta demais, ter sido retrabalhada de maneira excessiva, estar quebrada.
  • Ponte (cavalete) – veja que não esteja rachada ou descolada do corpo do violão (neste caso, não compre, é bananosa).
  • Rastilho – quebrado, gasto demais, retrabalhado.
  • Corpo – repare bem no tampo, se não está descolado (acontece), veja se não há marcas de batidas, riscos de palhetadas (ou unhadas) ou rachaduras.
  • Acabamento – examine bem, o violão pode ter sido repintado o que, na maioria dos casos, não fica cem por cento.
  • Violão elétrico – não deixe de testar plugado, verificando se faz muito ruído, se os controles funcionam corretamente, se não há  mau contato.

O melhor violão é da marca…

Que você escolher. Já citei acima a marca DiGiorgio. Para que estes não fiquem ufanando-se neste artigo, menciono também o violão Giannini. Uma marca, assim como a outra, tradicional no Brasil. Como já disse, muitas vezes é o caso de se partir para um violão usado, caso em que o leque de marcas torna-se maior.

O violão que uso atualmente é um Ibanez. Muito bom instrumento, confiável, bom som, ótimo captador interno. Preço: trezentos e cinquenta dólares, novo. Isto nos EUA. No Brasil, tome imposto e sei lá mais o que, creio que iria para perto de R$ 2.000,00.

Onde comprar o melhor violão?

Sei lá, meu. Te vira. Brincadeira. Mais uma vez, não me cabe indicar nenhuma loja em particular, pela mesma razão anterior. Não me pagaram nada. E se pagassem eu também não indicava. De mais a mais, se você achou este blog e este artigo, sabe muito bem procurar as coisas na internet.

Um conselho: antes de comprar em uma determinada loja, principalmente pela internet, procure saber de sua reputação, se já teve problemas com entrega, quebras. Procure saber também a política de devolução e troca.

Para usados, tente achar o que deseja em sites e lojas de boa reputação. Jamais faça negócio se houver uma sombra de dúvida. Sites como o mercado livre dão uma certa margem de segurança, de vez que o comprador tem garantias ao comprar a mercadoria.

Enfim, a resposta para a pergunta “qual o melhor violão para você?” está em você mesmo. Informe-se, pergunte. Mas não acredite em tudo…

Leia também: Tipos de violão

Outros artigos: Categoria Instrumentos

Sugestão: Consulte a G2 instrumentos musicais.

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