Como este post foge do tema principal, talvez você queira consultar o Guia do blog
Antes de mais nada, é blog ou blogue? Tanto faz, sei lá. Blogue é o termo aportuguesado. Acho até que fica melhor para nós brasileiros. A gente já fala assim de qualquer maneira.
Pisando na bola
Há mais ou menos um ano, comecei a interessar-me pela internet. Alguma coisa me dizia que eu poderia fazer algo por ali (ou por aqui…).
Impetuoso, já fui logo tacando dois sites no ar. Ainda bem que eu não entendia nada de nada e ninguém viu. É claro que eu não sabia disso, achava que tinha um bocado de gente vendo e achando: “nossa, como esse menino é inteligente”.
Melhor para mim também, é que sempre tive – lá no fundo - pelo menos um pouco de “se mancol” e não coloquei em letras garrafais (no site) “feito por mim”. Aí seria a meleca feita. O babaca faz uma bela porcaria e ainda assina embaixo.
Mas é errando que se aprende, diz o ditado. Um belo dia, querendo ”aprofundar” meus conhecimentos, ou seja, começar a aprender alguma coisa, descobri que meus lindos sites só apareciam – mal e mal – no navegador explorer. Mozilla e outros, um fiasco. Uma letra aqui, outra acolá. Eu estava usando um programa errado…
Aprendendo a fazer um blog
Aí a coisa ficou séria. Fiquei brabo comigo mesmo. Eita sujeito burro! Nem confere as coisas e acha que está tudo certo. Foi então que caí na real. Se quisesse mexer com internet, primeiro precisava aprender a fazê-lo. Aprendi alguma coisa, com um bocado de suor. E ainda estou aprendendo.
É engraçado como a gente não se dá conta de coisas que estão na nossa cara. A gente vai lá no google, digita o que quer, acha, cata, usa, abusa e tchau! É sério, nunca havia me ocorrido que atrás daquelas informações havia alguém, uma pessoa, que colocou aquilo na internet. Ou, por outro lado, pensava: “ah, mas o cara tá ganhando uma grana pra escrever isso…”. Como se fosse errado receber pelo seu trabalho. E olhe que blogueiro que ganha dinheiro (categoria na qual não estou incluso) é um aqui, outro ali. Isso, trabalhando feito doido. No início (meu caso) é só trabalhar feito doido, sem saber se algum dia aparece algum trocado.
Então, pra que blogar? Porque ficar horas e mais horas tentando colocar uma maldita letrinha no lugar certo, naquele cantinho do blog? Acredite-me, às vezes dá vontade de dar um tiro na tela do computador! A imagem que deveria sair no lado esquerdo sai no lado direito e ainda manda o texto pra casa do chapéu. Onde é que se muda a cor da letra? é só editar o CSS! Qué isso?
E a coisa não pára por aí não. Você olha o blog de outro e vê tudo certinho, no lugar. Vai lá no seu… tsc, tsc. Uma bela meleca. Tenta acertar, mexe aqui e ali… putz! Sumiu tudo! Onde é que foi para aquela foto legal que eu coloquei no cabeçalho? Já era!
Uma lágrima vem ao canto do olho, você respira fundo, vai ao banheiro, olha-se no espelho e diz: “vou largar esta merda e fazer algo mais fácil”. Cinco minutos depois está sentado diante da tela, recolocando a foto que sumiu. Não mais que de repente, aquela filha-da-mãe de letrinha vai para o lugar certo. Você sorri, aliviado. Cinco horas e meia de trabalho. Exausto, você vai dormir, já planejando o que fazer no dia seguinte (ou naquela mesma madrugada) para melhorar o blog.
Ah, mais um detalhe. Você passou todo aquele tempo, acabou dando um jeito no layout, na letrinha, na imagem e o escambau. Bacana, só esqueceu de uma coisinha: é preciso escrever os artigos! E ainda colocar o lixo pra fora, lavar a louça (não se deve negar uma coisa tão simples à mulher), colocar comida pro cachorro e trabalhar no dia seguinte (em outro lugar, não no blog).
Resumindo: é uma briga de foice. Dá um trabalho do caramba. Você perde noites de sono. Briga com a mulher, que acha que você está vendo pornografia na internet. Então, fazer blog pra quê?
É complicado explicar. Mas assim como eu, tem um montão de gente por aí fazendo. Há um interesse monetário? Há, é claro. Porém, aqueles que perseveram e permanecem, oferecendo conteúdo original e de qualidade, com certeza não o fazem somente por dinheiro. E mesmo que fosse só pelo dinheiro, o conteúdo sendo de utilidade para alguém, que mal há nisso?
De minha parte, sei que não paguei nada a blogs como Blosque para aprender sobre blogs. E também não pago nada para ler o Blogue do Janio, que traz assuntos diversos e acaba ensinando como escrever. E sei que você também não está pagando para ler. Bem, talvez eu devesse pagar você, rerere!
Enfim, creio não existir um motivo para se fazer um blog. Mas existe motivação. Se aí do outro lado – o lado do leitor – apenas uma pessoa for beneficiada por apenas um dos textos do blog, já é motivação suficiente para mim.
Ah, sim. Acabei escrevendo blog mesmo. É mais fácil de escrever. Mas você pode ler blogue.
