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Garota tocando violão



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Tocando violão com Bemol e sustenido

Lá para os idos dos anos setentas, quando começava a querer maltratar os ouvidos alheios com um violãozinho velho, não havia muito recurso. Nem existia o termo internet. A coisa era no livrinho, método.

Como os métodos eram todos muito sérios, cheios de pompa, a molecada fugia disso. Então sobravam as revistas, tipo violão-guitarra, com as músicas cifradas. Menos mal, já existiam as cifras…

E assim eu ia me virando. Dinheiro para pagar uma escola, cadê? Então ia tocando violão do meu jeito.


Saindo fora do acidente

ACCIDENT.jpg

Uma das coisas que me lembro, era que sempre dava uma folheada na revista antes de comprar. Para ver se tinha alguma música interessante. E também verificar se as músicas tinham acordes fáceis e não tinham aqueles negócios “b” e “#” perto dos acordes. Aquilo atrapalhava demais!

Eu olhava para a cifra de alguma música e via lá no meio algo como Bb. Qué qué isso? Parecia que o caboclo tinha errado na hora de colocar o acorde. Aparecia alguma música – por exemplo – com D G e A, beleza! Essa é fácil! Nada de Bb nem F#!

Que foi que houve? Está identificando-se? Está correndo fora do acidente também? Não faça isso. Leia este artigo até o final e poderá sair tocando violão com bemol, sustenido e mais o acidente que quiser aparecer em sua frente.

Bemol (b) e sustenido (#)

Estes dois caras aí, são chamados de acidentes. É verdade… acidentes musicais. Mas não são maus. O nome é zoado, mas eles são legais.

Para entender a função do bemol e do sustenido, vamos pegar o braço do seu violão. Logo no começo, ali nas três primeira casas, sexta corda:

Sexta corda, primeira casa = F

Sexta corda, segunda casa = F# ou Gb

Sexta corda, terceira casa = G

Vamos ilustrar com acordes:

F.JPG

FsustGb.JPGG.JPG

F                                                  F# ou Gb                                   G

As casas do violão avançam de meio em meio tom. Ou seja:

– Da primeira para a segunda casa, obteremos uma nota meio tom acima (mais agudo).

– Da primeira para a terceira casa, obteremos uma nota um tom acima (mais agudo).

A função do bemol e sustenido é representar o meio tom (diminuir ou aumentar a nota ou acorde em meio tom). Como você viu no exemplo, sem contar os acidentes (bemol e sustenido) temos apenas duas notas: F e G.

Portanto, para representar a nota da segunda casa, precisamos de um sinal qualquer. Poderia ser X, Y, qualquer coisa. Mas os sinais são b (bemol) e # (sustenido).

O bemol ao lado da nota ou acorde, significa que aquela nota (ou acorde) será diminuída em meio tom (abaixo, mais grave, para trás nas casas do violão).

O sustenido, ao contrário, significa que aquela nota (ou acorde) será aumentada em meio tom (acima, mais agudo, para frente nas casas do violão).

Retomemos o exemplo:

1) Sexta corda, primeira casa = F – onde se localiza F#?

Resposta: Meio tom acima, uma casa adiante. Segunda casa.

2) Sexta corda, terceira casa = G – onde se localiza Gb?

Resposta: Meio tom abaixo, uma casa para trás. Segunda casa.

Bem, temos então na sexta corda, segunda casa duas notas diferentes? Sim e não.

Na prática F# e Gb são exatamente a mesma nota, mesma altura, mesmo som, é claro. Se estamos tocando na mesma casa!

A diferença – teoricamente falando – está na escala. Dependendo da escala, escreve-se F# ou Gb.

Entretanto, em termos práticos, como por exemplo acordes cifrados, podemos usar somente o sustenido. Em muitos sites e revistas de música isto é feito. Outros preferem seguir a teoria correta e colocar o bemol onde o mesmo é requerido. Entretanto o acorde será o mesmo.

Agora, tocando violão sem correr do acidente

Muito bem, e onde você fica nisso tudo? Fácil, no violão. Sustenido, uma casa para frente. Bemol, uma casa para trás. Fim de papo. Se você sabe os acordes naturais, já sabe onde estão os sustenidos e bemóis.

Há um porém. Ai, ai, ai… sempre há um porém, entrentato, contudo ou todavia, não é?

Seguinte: no caso dos acordes (estamos falando de acordes, certo?) todas as cordas deverão ir uma casa adiante (sustenido) ou uma casa para trás (bemol).

D.JPG

D sust errado.JPG

À esquerda: D

À direita D uma casa adiante não faz um D#, porque as demais cordas permanecem soltas.

Ou seja, com acordes que deixam cordas soltas, não se pode simplesmente mudar as três ou quatro cordas que estão sendo apertadas para frente ou para trás. É o caso – por exemplo – daqueles primeiros acordes que todos aprendem: A, E, D, C, G.

Para compreender isto, faça todos os acordes com pestana e mude-os para a frente (#) ou para trás (b). Exemplo: o acorde A feito com pestana à quinta casa. O mesmo desenho, pestana à quarta casa = Ab ou G#. Mesma coisa, pestana à sexta casa = A# ou Bb (olha ele aí…).

Mais uma historinha. Lá nos idos (já sabe…), após já saber alguma coisa, pelo menos os acordes naturais, com sétima e já também sem fugir dos acidentes, resolvi entrar numa escola, para ver se aprendia mais (fugi da escola alguns meses depois).

O professor, no primeiro dia de aula, queria fazer uma avaliação, ver o que eu sabia. Foi pedindo para fazer acordes e eu fui fazendo. A determinada altura, pediu para fazer um A com pestana. Eu fiz. Então pediu para fazer um A#. Andei uma casa para diante. Em seguida pediu um Bb. Olhei para ele e deixei a mão no mesmo lugar. Rá! Se lascou! Pensou que eu ia tirar a mão para procurar o acorde que já estava feito!

Portanto, se você andava tentando safar-se dos acidentes, já não tem mais motivo. Acidente musical não é ruim, é bom.

Você pode querer ver também:

Transporte de tonalidade

Acordes em posições diferentes


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