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10 êrros ao montar uma banda

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Veja aqui algumas coisas que você não deve fazer ao montar sua própria banda.

1) Banda de amigos – Não adianta, não funciona. Você quer porque quer tocar com seus amigos, já está acostumado com eles, são “do peito”, coisa e tal. Na maioria das vezes, não passa de uma banda (ou bando) de amigos mesmo. Todo mundo “curte” pra caramba, mas música que é bom não sai nada. O problema é que sempre vai ter um (ou mais) que quer participar, mas não sabe tocar nada e nem quer aprender.

2) Banda de baile – Esqueça isso. Uma banda de baile exige músicos altamente qualificados, que toquem incontáveis gêneros de música diferentes. Além cantores versáteis, que cantem qualquer coisa. Muitas vezes até três ou quatro cantores/cantoras. Tente fazer um baile tocando só rock…

3) Banda sem cantor – Tá legal, o guitarrista até que leva bem, canta afinadinho e tal. Mas não é um bom cantor. Não se iluda, o cantor – com raras exceções – representa pelo menos oitenta por cento da banda. Se você tiver quatro músicos razoáveis e um ótimo cantor, tem uma banda. Se tiver quatro excelentes músicos e o cantor for daqueles que cantam pra dentro, tá lascado.

4) Bando de cachaceiros – Todo sujeito metido a músico geralmente leva a pecha de ser cachaceiro (ou drogado, sei lá…). Músico é “muito doido”. Na realidade, isso não funciona. Tocar um instrumento sozinho já é complicado. Tocar com vários sujeitos, é mais complicado. Tocar com um montão de gente com a cabeça zoada, é só confusão!

5) Banda do “mais ou menos” – É aquele negócio: a música já está mais ou menos, deixa quieto, tá bom. O guitarrista faz ali um solo qualquer, o cantor engole metade da letra, o batera faz mil e uma viradas (todas no lugar errado). Pode parar. Se for fazer cover, toque igual à canção original.

6) Banda de estrelas – Todo mundo quer aparecer. É guitarrista fazendo solo de meia hora, é cantor fazendo “ié, ié, ou, ou ou…”, é baixista fazendo escalas estapafúrdias ao invés de marcar o tempo e o batera maltratando tudo quanto é couro e prato com suas viradas intermináveis. Fora o carregador de piano que acha que sabe dançar…

7) Banda “nóis toca quarqué coisa” – Cada um vem com algo diferente. O cantor gosta de sertanejo, o guitarrista de rock, o baterista de samba e assim por diante. Não há como contentar todo mundo. Decidam-se por algum estilo, para tocar em lugares definidos.

8) Banda internacional – Ninguém sabe nem falar “ó xente ai lóvi iú” e querem cantar em inglês. Das duas uma: ou quem canta aprende as letras e pronúncias corretas ou não se canta em inglês. “Embromation” pode ser até engraçado, mas não leva ninguém adiante.

9) Bando de moleques – Ser jovem é legal (eu já fui…). Ser moleque é outra coisa. Chegar atrasado ou faltar aos ensaios, não colaborar com os companheiros, excesso de irreverência, não levar a banda a sério, não ensaiar sua parte direito… é molecagem e acaba com qualquer banda (se é que deixa que a banda exista).

10) Banda “corda enferrujada” – Guitarras e violões com cordas velhas, zoadas. Bateria com a ferragem “ferrada”, baquetas idem e couros remendados com fita isolante de má qualidade. Teclado que parece ter sido achado no lixão. Tudo zoado, velho, caindo aos pedaços, mal cuidado, jogado no canto, empoeirado, cheio de teias de aranha. Tudo bem, os caras da banda não têm grana. Tocar com instrumento barato não é vergonha nenhuma. Mas ser relaxado é outra história.

É claro que eu poderia acrescentar mais um zilhão de êrros por aí, mas vou deixar por conta da sua imaginação. Se encontrar algum muito importante que eu esqueci, mande-o direto para a caixa de comentários.

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